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Destaque

ANITTA LEVA ENERGIA DE ÁRIES PARA PRIMEIRO SHOW DOS ENSAIOS, EM BELÉM

Inspirada em seu próprio signo, artista traduz força ariana na composição para show de estreia esgotada da turnê neste sábado (10), em Belém Garota de Áries! Para inaugurar a temporada 2026 dos Ensaios da Anitta, a cantora se inspirou no seu próprio signo, traduzindo o espírito ariano em um look statement, feito para dominar o palco. O show acontece neste sábado (10), no Mangueirão, pela primeira vez em Belém (PA).  “Belém marca o início de mais uma temporada de Ensaios da Anitta. É a primeira vez que trazemos a turnê para a região norte do país, então a ocasião de hoje é mais do que especial. E não para por aí: o look que usarei no palco celebra o que pra mim é o signo mais icônico do Zodíaco (risos). Eu, que sou arianíssima, não tinha como escolher outro figurino para começarmos os trabalhos”, comenta Anitta.  Neste ano, a carioca escolheu como tema do seu carnaval o “Cosmos”, celebrando a astrologia e o universo místico. Ao longo da turnê, ela deve apostar em figurinos icôn...

CURA Macro entra na fase final com entrega do maior macromural do Brasil, assinado pelo coletivo indígena MAHKU

Projeto realizado pelo Instituto CURA integra a pintura de cerca de 100 casas em comunidades de Nova Lima

Foto Bruno Figueiredo

Nova Lima se prepara para receber oficialmente o maior macromural do Brasil — e uma das mais potentes ações de arte pública já realizadas pelo Instituto CURA. Em fase final de execução e previsão de entrega ainda em novembro, com curadoria de Janaina Macruz e Priscila Amoni, o CURA Macro se consolida como um marco artístico e social que transforma a paisagem da comunidade e o cotidiano de seus moradores. Cerca de 100 casas foram pintadas e integram a composição do mural, que ocupa os bairros Vila São Luís, Monte Castelo, Vila Marise, Morro das Pedrinhas, Cascalho e Montividiu, formando uma gigantesca tela viva visível a grandes distâncias.


A pintura é assinada pelo MAHKU (Movimento dos Artistas Huni Kuin) — coletivo indígena do Acre que vem conquistando reconhecimento internacional, com passagens por instituições como MASP, Pinacoteca, Fondation Cartier e Bienal de Veneza. A presença do grupo no projeto amplia o alcance do CURA para além das fronteiras urbanas, estabelecendo uma ponte entre a floresta e a cidade, entre o sagrado e o cotidiano. 


Segundo Janaina Macruz, uma das fundadoras do Instituto CURA, o momento representa um marco: “Estamos muito felizes com este momento em que o CURA deixa de ser um festival e passa a ser um movimento de arte pública. O macro mural consolida essa nossa missão de impacto econômico, social, turístico — e amplia nossa atuação. É um projeto de grande amplitude e profundidade, que chega na comunidade, envolve as pessoas, gera impacto econômico e educativo, forma equipes e profissionais que agora têm currículo e experiência. E tudo isso em diálogo com a arte contemporânea mundial", conta.


“Quando a gente traz o MAHKU, estamos falando de um coletivo indígena com a força da floresta, de um povo originário do Brasil, mas que também é muito contemporâneo. É uma arte que está nas maiores mostras do mundo, e agora está também nas casas e muros de Nova Lima. Isso é muito potente: é o encontro da arte ancestral com a cidade”, completa Priscila Amoni, também idealizadora do CURA. O MAHKU traduz e transforma os cantos huni meka em imagens, pinturas que funcionam como pontes em direção ao mundo não indígena. Em parceria com a Carmo Johnson Projects, o coletivo apresenta pinturas de Ibã Huni Kuin, Acelino Sales, Cleiber Bane, Cleudon Txana Tuin, Pedro Maná, Kássia Borges, Yaka Huni Kuin e Rita Huni Kuin.


Ibã Sales hunikuin, coordenador do Mahku, comenta sobre os significados do trabalho para o coletivo: “A pintura partiu de uma música de cura que o coletivo escolheu. Um canto do espírito da floresta, da língua hunikuin, transmutado pelas pinturas coloridas. As casas ficam mais seguras com a força dos encantos da floresta. Qualquer pintura não, é pintura muito sagrada, pintura espiritual, espírito da floresta vivo, que protege nossa saúde, nossa paz — é isso que as comunidades recebem”. 


CURA Macro é mais do que uma pintura. É uma ação de regeneração urbana e pertencimento, que valoriza o território e transforma a relação das pessoas com o espaço em que vivem. Cada casa foi tratada como uma obra individual — dos muros laterais aos telhados — compondo um mosaico coletivo que só se revela por completo quando visto de longe. O processo envolveu desde a preparação estrutural dos imóveis até o reboco e pintura, em uma ação que alia técnica, cuidado e escuta. Foram mais de 500 pessoas impactadas diretamente, entre moradores, pintores, produtores e parceiros locais. É sobre transformar o território junto com quem vive nele.


Instituto CURA - um projeto consolidado


Criado em 2017, o CURA se tornou referência em arte pública na América Latina, e hoje atua como Instituto CURA. O projeto já realizou nove edições de festivais em Belo Horizonte e duas em Manaus, com um legado que soma na pintura em grande escala de 35 empenas de edifícios (14 no Mirante Sapucaí, 13 na Raul Soares, 4 no bairro Lagoinha e 4 em Manaus). Dessas, a representatividade é marcante: 16 empenas assinadas por mulheres; 8 empenas indígenas. Os números incluem, ainda, 12 murais, uma pintura de chão indígena, 6 instalações urbanas, uma fachada de lambe, 3 exposições individuais e uma residência artística.


Em uma curta trajetória, o CURA consolidou uma forma singular de produzir cidade: a partir do pertencimento, da convivência e da participação coletiva. Ao longo dos anos, transformou horizontes com murais monumentais e expandiu sua atuação para práticas que unem esporte, música, performance, cuidado e memória.


CURA Macro Nova Lima

Realização: Instituto CURA

Parceria: Patrimônio Cultural de Nova Lima e Prefeitura de Nova Lima

Apoio: Plataforma Semente | Ministério Público de Minas Gerais

Mais informações:

www.cura.art

Instagram: @cura.art

E-mail: cura@cura.art


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