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Destaque

“ENSAIOS DA ANITTA”: LOOK INSPIRADO PELO SIGNO DE CAPRICÓRNIO MARCA SEGUNDO DIA DE SHOW

Cantora desembarca com a sua turnê pré-carnavalesca em Fortaleza, Ceará, neste domingo (11) A temporada pré-Carnaval da poderosa já começou em grande estilo. Para o segundo dia dos Ensaios da Anitta, a cantora elegeu um look inspirado no signo de Capricórnio, reforçando sua estética poderosa. O show, já esgotado, acontece neste domingo (11), no Marina Park, em Fortaleza (CE). “O look de hoje homenageia um dos signos mais obstinados do Zodíaco, que também é meu ascendente. Nossa ideia foi traduzir, por meio de muito brilho, a força dos capricornianos. Já é um dos meus figurinos preferidos da temporada, que tá começando com tudo!”, conta Anitta.  Neste ano, a carioca escolheu como tema do seu carnaval o “Cosmos”, celebrando a astrologia e o universo místico. Ao longo da turnê, ela deve apostar em figurinos icônicos, inspirados em diferentes elementos do zodíaco. Fotos: Fred Othero  Criação: Anitta, Daniel Ueda e Leo Borges Desenvolvimento: Michelly X Styling: Daniel Ueda  P...

"Do jeitinho à versatilidade": atriz e autora Jéssica Dorneles revela como o talento brasileiro virou diferencial global

A artista lança estudo que analisa como o "jeitinho brasileiro" deixou de ser improviso para se tornar uma competência criativa admirada nos Estados Unidos.


A atriz e autora Jéssica Dorneles acaba de apresentar uma reflexão poderosa sobre o futuro da arte e da formação de artistas brasileiros no cenário global. Em seu artigo “Do jeitinho à versatilidade: como a multicarreira no Brasil prepara artistas para o mercado americano”, publicado na revista Inter-Ação (v.50, n.2, 2025), Dornelez propõe um novo olhar sobre a jornada do artista nacional: aquele que se reinventa, se multiplica e transforma a escassez em potência criativa.

Com base em autores como Pierre Bourdieu, Paulo Freire e Anthony Giddens, Jéssica mergulha em uma análise que atravessa o campo teórico e o cotidiano artístico. O estudo mostra que a chamada multicarreira — o ato de ser ator, produtor, roteirista, comunicador e gestor de si mesmo — não é apenas um reflexo da falta de recursos, mas uma estratégia de sobrevivência e inovação cultural.

“O ‘jeitinho brasileiro’ deixou de ser sinônimo de improviso e virou uma competência criativa que o mundo admira. É uma inteligência que nasce do cotidiano, da necessidade de fazer muito com pouco — e isso forma artistas preparados para qualquer mercado”, destaca Jéssica Dorneles.

A pesquisa aponta que essa adaptabilidade, construída fora dos circuitos formais e marcada pela coletividade, é o que faz com que artistas brasileiros se destaquem em mercados exigentes como o norte-americano. Casos como Rodrigo Santoro, Wagner Moura e Alice Braga são analisados como exemplos de carreiras híbridas que transformaram a adversidade em diferencial competitivo.

De acordo com Jéssica, a formação artística no Brasil é, por essência, plural e inventiva, e isso molda profissionais altamente valorizados em contextos internacionais. “Enquanto lá fora essa versatilidade é chamada de soft skill, aqui ela é parte da nossa identidade cultural. É o nosso talento de criar soluções criativas com alma, afeto e propósito”, completa a autora.

Mais do que uma pesquisa acadêmica, o trabalho de Dornelez é um manifesto sobre a potência da arte brasileira e um convite para repensar políticas culturais que ainda desvalorizam as formações híbridas e não formais.

O artigo está disponível na íntegra na plataforma da Inter-Ação, com DOI: http://dx.doi.org/10.5216/ia.v50i2.83092.

Sobre Jéssica Dorneles

A Jéssica Dorneles é atriz, administradora e autora. Mineira de nascimento e carioca de formação, construiu uma trajetória marcada pela união entre arte e estratégia. Graduada em Administração pela UFRJ e com formação em artes cênicas pelo Tablado, Escola de Atores Wolf Maya e pela Chubbuck Technique, transita com fluidez entre os palcos e as salas de reunião. Com prêmios no currículo — como o de Melhor Atriz pela websérie 58 Segundos — e obras reconhecidas em festivais, como o longa Amores Artificiais, Jéssica também assina curtas autorais e projetos de impacto. Atualmente, vive em Nova York, onde cursa mestrado em Business pela St. Francis College. Membro da Academia Brasileira de Cinema e autora do livro Carreira em Dois Atos, ela compartilha reflexões e estratégias para quem deseja conciliar paixões e estabilidade, defendendo uma vida híbrida, plena e com significado.

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