Wândalo idealiza o futurismo nordestino em álbum de estreia, “eu e o diabo NA TERRA DO SOL”

Fugindo dos estereótipos que o restante do país tem da região, o cantor de forró piauiense visualiza um Nordeste “laico, livre, tecnológico e fantasioso” em primeiro álbum de estúdio

Foto: Jefferson Carvalho

Nascido em Teresina, no Piauí, o cantor e compositor Wândalo une suas raízes com elementos contemporâneos, desenvolvendo um forró unicamente seu. Em “eu e o diabo NA TERRA DO SOL”, seu primeiro álbum de estúdio, lançado nesta terça (10), o artista cria um universo que quebra com o estereótipo nordestino e visualiza um caminho para o futuro.

Ouça “eu e o diabo NA TERRA DO SOL”.

Inspirado no filme “Deus e o Diabo na Terra do Sol”, de Glauber Rocha, Wândalo encarna o personagem do cangaceiro como uma personificação da revolução, mas o coloca em um ambiente longe da “estética da fome”“O disco é a minha homenagem a esse titã do nosso cinema e a minha versão de um Nordeste laico, livre, tecnológico e fantasioso que, mesmo atravessado pelas tradições, deságua num tipo de futuro desconhecido e cheio de diversidade”, explica o artista.

Misturando faixas autorais com clássicos do forró, Wândalo desenvolve uma música que trança modernidade com tradição, inserindo elementos eletrônicos em ritmos completamente orgânicos. Com produção assinada por Gorfo de Panda, Alana Fox, BM Ally e Jeska, o som também traça a interseccionalidade entre a identidade LGBTQIA+ do artista e suas raízes no Piauí.

“‘eu e o diabo NA TERRA DO SOL’ é uma viagem rumo a um novo Piauí onde o tradicional encontra o moderno - resultando nesse combo entre fantasia e nostalgia, provando mais uma vez que o forró é um dos gêneros que mais sabem se adaptar às mudanças”, afirma o artista.

Atualmente vivendo em São Paulo, o artista faz parte de uma cena de artistas de forró contemporâneos que estão redefinindo os limites do gênero. Cantando ao lado de Jefferson Carvalho, Omilana, Pilove e DEVI, Wândalo descreve seu novo álbum como: “Referências, cultura pop e aquele gostinho de quem viveu nos anos 90 com um toque de política”.

Para a capa, o artista inspirou-se no pintor piauiense Nonato Oliveira - que completou 60 anos de carreira em 2025 - e nos seus “sertanejos amarelos de sol”. Transformando-se em um personagem autoral, Wândalo mostra sua visão de “um Piauí sonhado que saiu de um mundo de desenhos animados e animes”.

Contando com ilustração e maquiagem pela drag queen Vanessa Cabessa, a capa de “eu e o diabo NA TERRA DO SOL” é um encontro entre o passado e o futuro, mesclando referências à tradicional figura do cangaceiro com elementos da fantasia e ficção científica.

“eu e o diabo NA TERRA DO SOL” já está disponível em todas as plataformas digitais.



Sobre Wândalo: Cantor e compositor, nascido e criado em Teresina, Piauí, mas com um pezinho no Pará, Wândalo fundamenta sua música em ritmos brasileiros do Norte e Nordeste, tendo como inspiração as artes plásticas, folclore e cultura pop. Mesclando a tradição forrozeira com referências atuais, o artista apresenta uma nova perspectiva do gênero musical.


Apresentando-se em lugares de destaque do forró atual, como Jetreme, Brega Dance Clube e Funilaria Bixiga, Wândalo já dividiu palco com Marina Sena, Danny Bond, Luísa e os Alquimistas, Gang do Eletro, Felipe Cordeiro, Getúlio Abelha, Gabeu e Rom Santana, além de ter composto para vários artistas, como Aretuza Lovi e Cabra Guaraná.


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