Aberto Rua ocupa a Faria Lima em exposição que leva obras ao espaço urbano
Iniciativa da plataforma ABERTO para democratizar o acesso à arte contemporânea ocupa a avenida até 31 de maio e conta com apoio da Farah Service para viabilizar a ocupação do espaço público gratuita
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| Felipe Assis, fundador da ABERTO e Michel Farah, CEO da Farah Service (Crédito: Ruy Teixeira) |
A Avenida Faria Lima se transforma em um percurso de arte contemporânea com a nova edição da ABERTO Rua, iniciativa inédita da plataforma ABERTO que leva esculturas e instalações para o espaço urbano até 31 de maio. A exposição gratuita foi viabilizada com apoio da Farah Service, empresa especializada na gestão e ativação de espaços urbanos, que auxiliou na negociação para a ocupação da área pública.
Idealizado pela plataforma ABERTO, o projeto marca a expansão da iniciativa para além do espaço expositivo tradicional, levando sua proposta curatorial para o tecido urbano e reposicionando a cidade como campo de exposição. Ao ocupar a avenida com mais de 20 obras distribuídas entre a Alameda Gabriel Monteiro da Silva e a Rua Adolfo Tabacow, a mostra cria um percurso artístico que ativa o entorno e propõe novas relações entre arte, público e espaço urbano.
A ABERTO Rua reúne diversos artistas em intervenções ao longo do espaço urbano, e apresenta obras de Afonso Tostes, Amilcar de Castro, Daniel Jorge, Eduardo Longo, Jarbas Lopes, José D’Avila, Laura Lima, Laura Vinci, Liuba Wolf, Marcos Chaves, Marina Hachem, Paulo Nimer Pjota, Raul Mourão, Regina Silveira, Rizza, Rose Afefé, Túlio Pinto, entre outros, propondo um diálogo direto entre arte, arquitetura e cidade.
As obras assumem formas de intervenção direta no espaço urbano, tensionando a percepção cotidiana da Avenida Faria Lima: em frente a Casa Bola, na praça Luis Carlos Paraná, Paulo Nimer Pjota apresenta uma pintura de grande escala que pode ser visualizada de diferentes formas e lugares, como carros, prédios, bicicletas, etc. Marcos Chaves envelopa o prédio da CET na mesma praça, com elementos cotidianos com ironia e crítica sutil ao ambiente urbano. Jarbas Lopes, com a obra O Bem e o Mal-Entendido, recria o Yin e Yang, símbolos chineses ligados à complementariedade dos opostos: o positivo e o negativo, a luz e a sombra, bem e mal, no canteiro central do túnel Max Feffer.
Outro destaque é a projeção “Dígito” assinada por Regina Silveira, que será exibida na empena da Casa Bola, de Eduardo Longo. A vídeo animação retoma um trabalho iniciado em 1982, no qual um gesto autográfico — a própria mão da artista — colore uma superfície em vermelho, explorando a relação entre corpo, imagem e inscrição. Exibida originalmente em 1983 no painel luminoso do Vale do Anhangabaú e posteriormente transposta para o digital, a obra retorna agora ao espaço urbano, recuperando sua vocação pública e seu diálogo direto com a cidade.
Confirma todas as obras aqui: Link
“No espaço público, a arte dispensa qualquer convite e acontece junto ao acaso, ao movimento e à diversidade urbana”, afirma Filipe Assis, sintetizando o gesto de abrir a experiência artística ao acaso, ao trânsito e à diversidade da cidade.
A iniciativa conta com apoio da Farah Service, responsável por auxiliar na negociação que viabilizou a ocupação do espaço urbano para o projeto. “Acreditamos que ações como a ABERTO Rua ajudam a ativar a cidade de maneira positiva, incentivando o uso qualificado dos espaços públicos e ampliando o acesso à cultura”, afirma Michel Farah, CEO da Farah Service.
A exposição transforma uma das avenidas mais emblemáticas da capital em um museu a céu aberto, aproximando o público da produção artística contemporânea em diálogo direto com a cidade.
Criada por Filipe Assis, a plataforma ABERTO ganhou destaque por realizar exposições em casas modernistas e marcos arquitetônicos icônicos. Desde 2022, já ocupou residências projetadas por nomes como Oscar Niemeyer e Vilanova Artigas, além de espaços ligados a figuras importantes da cultura brasileira, como Tomie Ohtake e Chu Ming Silveira. Em 2025, o projeto realizou sua primeira edição internacional na Maison La Roche, de Le Corbusier, em Paris.
SOBRE A FARAH SERVICE
Fundada em 1986 por Michel Farah, a Farah Service é referência nacional em projetos de regeneração urbana, culturais e socioambientais. A empresa já cuidou de mais de 20 milhões de m² de áreas verdes, restaurou mais de 70 monumentos históricos no Brasil e lidera projetos emblemáticos como a Ciclovia Franco Montoro e o Parque Linear Bruno Covas. Atuando em todo o Brasil, a companhia conecta marcas, governos e sociedade em torno de experiências urbanas transformadoras, sempre com foco em sustentabilidade, inclusão e inovação.
SOBRE A ABERTO
Fundada por Filipe Assis, a ABERTO é uma plataforma expositiva inovadora que celebra a arte e o design brasileiros em casas modernistas icônicas e marcos arquitetônicos. A edição inaugural, em 2022, aconteceu na única residência particular em São Paulo concebida pelo arquiteto Oscar Niemeyer. Em 2023, a segunda edição ocorreu em uma casa projetada por Vilanova Artigas, figura central da Escola Paulista de Arquitetura. A terceira edição, realizada em 2024, foi dedicada ao legado artístico e arquitetônico de duas mulheres asiáticas de destaque, Tomie Ohtake e Chu Ming Silveira. A exposição ocupou suas respectivas casas modernistas, abertas ao público pela primeira vez.
A quarta edição da ABERTO, em 2025, marcou sua estreia internacional. Realizada na emblemática Maison La Roche, de Le Corbusier, em Paris, a exposição reuniu 40 obras de arte e design de importantes artistas brasileiros, destacando a relação fundamental do arquiteto com a arquitetura moderna no Brasil e investigando sua influência duradoura sobre a produção contemporânea do país. Como testemunho de seu sucesso, a mostra registrou o maior número de visitantes desde a abertura da Maison La Roche ao público, em 1968.



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