Dia Mundial da Água: exposição do Museu do Amanhã ensina sobre os oceanos
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| Ossada de orca exposta em “Oceano - O Mundo é um Arquipélago” (Crédito: Mixel Selva / Museu do Amanhã) |
A exposição “Oceano – O Mundo é um Arquipélago”, em cartaz no Museu do Amanhã, nasce de uma premissa fundamental: a de que a vida, em todas as suas formas, é inteligente e que essa inteligência se manifesta também nas profundezas marinhas. Neste Dia Mundial da Água, celebrado em 22 de março, a mostra é uma oportunidade para aprender e revisitar o oceano como origem da nossa existência, recuperando memórias imersivas que nos conectam ao momento em que os primeiros organismos transformaram o planeta e produziram o ar que respiramos. A jornada convida o visitante a experimentar essa ancestralidade por meio de ambientes sensoriais que simulam luz, textura e movimento das águas.
A mostra se desenvolve a partir dos eixos “Memória”, “Atenção” e “Antecipação”, alinhados aos Sete Princípios da Cultura Oceânica da UNESCO, que afirmam a existência de um único oceano global até sua influência decisiva no clima, na habitabilidade da Terra e na diversidade de ecossistemas. Esses princípios se materializam nas salas expositivas: em “Mergulho”, o público inicia a jornada em um ambiente que busca reativar no público memórias de origem e imersão. A sala é quase toda escura, com luz e imagem das águas vinda do alto, para dar a sensação de se estar embaixo d’água.
Já em “Vida”, o público encontra desde organismos microscópicos até espécies gigantes, como o esqueleto de orca de sete metros - cedido à exposição pelo Museu Nacional -, suspenso no salão principal acompanhado por projeções mapeadas da espécie; em “Borda”, o oceano é apresentado em estrutura no teto da sala como um sistema atento, sensível às pressões humanas, cujas respostas — como a elevação do nível do mar — revelam sua inteligência e agência ecológica.
O percurso culmina em “Arquipélago” e “Naufrágio”, espaços que articulam arte, ciência e imaginação para discutir a relação entre a humanidade e o oceano. Enquanto Arquipélago reúne obras contemporâneas que exploram as conexões culturais, simbólicas e afetivas com o mar — entendido como “hidrovia que nos une” em escala planetária —, Naufrágio apresenta um ambiente de instabilidade em que palavras emergem e desaparecem na espuma projetada sobre o piso, representando comportamentos coletivos que precisamos abandonar para construirmos futuros mais sustentáveis. A instalação “Travessia, esforço coletivo” encerra o circuito com a metáfora de que navegar por outros futuros é um gesto necessariamente compartilhado.
A exposição “Oceano – O Mundo é um Arquipélago” tem curadoria de Fabio Scarano, Camila Oliveira e Caetana Lara Resende.
Sobre o Museu do Amanhã
O Museu do Amanhã é gerido pelo Instituto de Desenvolvimento e Gestão — idg. O projeto é uma iniciativa da Prefeitura do Rio de Janeiro, concebido em conjunto com a Fundação Roberto Marinho, instituição ligada ao Grupo Globo. Exemplo bem-sucedido de parceria entre o poder público e a iniciativa privada, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, Lei Rouanet, conta com o Itaú como patrocinador estratégico, Shell, Vale e Motiva como mantenedores e patrocinadores que inclui IBM e TAG. Tem a Globo como parceiro estratégico, copatrocínio da Águas do Rio, Heineken e Saint-Gobain, apoio da Bloomberg, Engie, B3, White Martins, Caterpillar, Granado, Mattos Filho, EMS e Porto. Através da Lei de Incentivo Municipal tem o apoio da Accenture e Fitch Ratings e conta com a parceria de mídia da Rádio Mix, NovaParadiso, JB FM, Revista Piauí, Folha de S.Paulo e Canal Curta ON.
Sobre o idg
Há mais de 20 anos, o idg atua na gestão e desenvolvimento de projetos culturais, ambientais e educacionais. Une conhecimento, inovação, criatividade e ousadia para dar vida a ideias e contar histórias que provocam reflexões e criam experiências.
Guiado pelo propósito de esperançar futuros possíveis, implementou e gere o Museu do Amanhã e o Museu do Jardim Botânico, no Rio de Janeiro; o Museu das Favelas e o programa CultSP PRO, em São Paulo; e o Paço do Frevo, no Recife. Também é gestor operacional do Fundo da Mata Atlântica, no Rio de Janeiro, e inaugurou o Museu das Amazônias, em Belém.



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