Júlia Rabello, Maria Clara Gueiros e Priscila Castello Branco chegam ao Teatro Sabesp Frei Caneca com "Agora É Que São Elas!"
Espetáculo com textos de Fábio Porchat acontece em São Paulo nos dias 17 e 18 de março. Júlia Rabello, Maria Clara Gueiros e Priscila Castello Branco desembarcam em São Paulo com o espetáculo “Agora É Que São Elas!”. Nos dias 17 e 18 de março, às 20h, as atrizes sobem ao palco do Teatro Sabesp Frei Caneca para interpretar cerca de 20 personagens em nove esquetes escritos por Fábio Porchat.
Créditos: Yan Carpenter
Na montagem, as três artistas dão vida a homens e mulheres em situações cotidianas marcadas por humor e identificação com o público. Os ingressos estão disponíveis pelo site uhuu.com e na bilheteria do teatro.
Para criar Agora É Que São Elas!, Porchat reuniu textos recém-escritos e outros que, embora tenham sido criados entre 2004 e 2005, mantêm forte conexão com a atualidade.“É um humor de identificação. Há pessoas que se reconhecem nos personagens ou conhecem alguém parecido com eles. São encenações do dia a dia, situações que a gente passa, um comentário que eu achei divertido”, conta o diretor.
Na época em que escreveu os textos, Porchat era estudante da CAL (Casa das Artes de Laranjeiras), no Rio de Janeiro, e chegou a encenar alguns esquetes ao lado do colega Paulo Gustavo.“Foi muito lindo revisitar esses textos escritos há 20 anos, que eu fiz na escola para o meu colega Paulo Gustavo. E foi bom ver que esse material ainda é atual, funciona e é engraçado. Se estivermos conectados ao que acontece ao nosso redor, vamos entender o Brasil, os costumes e as pessoas que estão à nossa volta”, afirma.
Entre as nove histórias, “Superstição” destaca o reencontro de duas amigas, interpretadas por Maria Clara e Júlia, que não se viam há anos. Enquanto uma acredita cegamente em superstições, a outra é completamente cética.
Já em “Selfie”, Priscila e Maria Clara interpretam um fã que aborda uma famosa atriz em um restaurante. Durante a tentativa de tirar uma foto, o admirador começa a listar defeitos da artista que supostamente idolatra.
O esquete mais recente, “Meu Bebê”, apresenta um casal interpretado por Júlia e Priscila comparando seu filho de oito meses com os filhos de outras amigas, com medo de que o próprio bebê não seja o mais inteligente de todos.
Diferentes gerações da comédia no palco
O espetáculo reúne três atrizes de gerações diferentes que se destacaram em distintos meios da comédia.
A carioca Maria Clara Gueiros, bailarina, estreou no teatro com Na Cola do Sapateado (1987) e ganhou popularidade na televisão com o humorístico Zorra Total, entre 2004 e 2007.
Também carioca, Júlia Rabello se destacou na internet como integrante do Porta dos Fundos e participou das novelas A Regra do Jogo (2015) e Rock Story (2016).
Já a paulistana Priscila Castello Branco passou pelo teatro dramático em Cenas de uma Execução (2016) e participou das novelas Deus Salve o Rei (2018) e Salve-se Quem Puder (2020). Atualmente, seu foco é o stand-up comedy, com o solo “Tô Quase Lá”.
A primeira temporada da peça conquistou o público. O espetáculo estreou em março de 2024 no Festival de Curitiba, seguiu com quatro meses em cartaz no Teatro dos Quatro, com sessões extras aos sábados, e também realizou temporada com ingressos esgotados em Niterói.
Para Porchat, o sucesso da montagem está no trabalho coletivo.
“A peça é despretensiosa. Tem três grandes comediantes no palco, que dominam e têm consciência do potencial delas. Um texto de comédia só funciona quando é feito por comediantes que acreditam nele e sabem ir além. Essas mulheres melhoram o meu texto e as piadas, e eu acho isso incrível.”
Uma história que começou há 20 anos
A relação de Júlia Rabello com o projeto também começou há duas décadas. Segundo a atriz, Porchat a convidou na época para produzir a peça “Infraturas”, que deu origem ao atual espetáculo.
“Quando ele me fez o convite, eu disse: que loucura, Fabio. Anos atrás você me chamou para produzir a peça e agora me convida para atuar. Eu tive o privilégio de ser uma das primeiras pessoas a ouvir a leitura desses textos há 20 anos. Agora é uma responsabilidade fazer isso como atriz.”
Rabello explica que o timing é essencial para o funcionamento do humor.
“Colocamos toda a nossa energia em estar com esse timing muito afiado.”
Para Maria Clara Gueiros, os textos são o principal motor do sucesso.
“Eles vão ficando mais engraçados à medida que a gente vai se apropriando deles. O texto já está tão bem escrito que eu só preciso mudar a musicalidade da interpretação.”
A atriz também destaca a conexão entre o trio no palco.
“Nós três somos muito criativas, então vamos criando. Quando uma faz algo, as outras já entendem e surfam na mesma onda.”
Priscila Castello Branco aponta outro desafio da montagem: a ausência de caracterizações para marcar os personagens.
“Não temos figurinos de caracterização nem troca de roupa. A virada acontece em cena. A improvisação também nasce muito da reação da plateia.”
Humor em formato de esquetes
Os esquetes são peças curtas que apresentam histórias completas em torno de uma situação específica, com começo, meio e fim. O formato fez grande sucesso nas décadas de 1980 e 1990 e exige diálogos rápidos e grande versatilidade dos intérpretes.
SERVIÇO
Agora É Que São Elas!
Apresentação: Ministério da Cultura
Projeto: Corredor Cultural – PRONAC 2310173
Incentivo: Lei Rouanet
Realização: Opus Entretenimento e Ministério da Cultura – Governo do Brasil
Datas: 17 e 18 de março de 2026
Horário: 20h
A sessão do dia 17 de março, às 20h, contará com recursos de audiodescrição e Libras.
Local: Teatro Sabesp Frei Caneca
Duração: 70 minutos
Classificação indicativa: 14 anos



Comentários
Postar um comentário