Missão Artemis II impulsiona avanços científicos e projeta ida a Marte, avalia especialista do Planetário Ibirapuera
Viagem ao redor da lua amplia debates sobre presença humana fora da Terra; astrofísico Marcelo Rubinho analisa exploração espacial e planos futuros mais ambiciosos
Divulgação/Urbia
São Paulo, abril de 2026 - O mundo volta os olhos para o céu enquanto a missão Artemis II marca uma nova fase da exploração espacial e amplia as perspectivas para a presença humana fora da Terra. Após um sobrevoo histórico ao redor da Lua, a iniciativa consolida avanços que devem orientar os próximos passos das missões espaciais.
Para Marcelo Rubinho, Mestre em Astrofísica pela USP e astrofísico do Planetário Ibirapuera, a missão representa um momento importante dessa jornada. “A Artemis II é um passo fundamental na exploração espacial. Estamos posicionando e criando uma base na Lua, uma escala para nossa ida a Marte, que é o destino final. Esses movimentos marcam nosso retorno ao espaço, desta vez com missões mais ousadas. Uma viagem 50 anos depois e uma modernização tecnológica incrível. É quase como o espírito da Apollo, mas com tecnologia desta década. Naves mais poderosas, descobertas mais impactantes e passos mais largos”, explica.
Segundo o especialista, a missão também cumpre um papel essencial no desenvolvimento de tecnologias que viabilizam a permanência humana no espaço, tendo como objetivo testar diferentes cenários da astronáutica, como automação da nave, sistemas de suporte de vida e obtenção de dados de radiação, além de ajudar a entender melhor as necessidades e capacidades humanas em um ambiente fora da Terra.
Rubinho também destaca o impacto do tema na forma como as pessoas se relacionam com a ciência. “A minha geração não viu o homem pousando na Lua e tenho certeza que isso foi marcante para inúmeras pessoas, mas não consigo imaginar o sentimento de se pensar que estamos em um local onde nenhum ser humano jamais esteve. Num mundo tão dinâmico, acho importante essa tendência em visualizarmos novamente o ser humano em jornadas espaciais, nos conectar com a astronomia ou simplesmente olhar o céu noturno”, afirma.
Nesse contexto, o Planetário Ibirapuera reforça seu papel como um espaço de referência em educação astronômica e difusão científica, traduzindo temas complexos da ciência em uma linguagem acessível e aproximando o público da astronomia. O local promove sessões regulares e cursos que acompanham os acontecimentos relevantes da área. “Procuramos sempre inspirar novas gerações e conectar as pessoas ao Universo, despertando fascínio. Em nosso último curso “Reconhecimento de Céu”, por exemplo, acompanhamos o lançamento da Artemis II, possibilitando que os alunos observassem a trajetória da missão e participassem de discussões sobre os impactos deste grande evento”, comenta o astrofísico.
O Planetário promoverá, entre os dias 27 e 30 de abril, o curso “Reino das Galáxias”, que estudará os diferentes tipos de galáxias, como interagem com o meio intergaláctico e seu papel na estrutura do Universo. O plano de curso conta com análise de teorias e modelos sobre a formação e evolução das galáxias, incluindo fusões e interações galácticas; investigação da dinâmica das galáxias, como rotação, efeitos da matéria escura, e sua composição em estrelas, gás, poeira e buracos negros; e debate sobre as tecnologias e métodos usados para observar galáxias e como o estudo delas tem evoluído ao longo do tempo. As inscrições estão disponíveis no site oficial.
Administradora do Planetário, localizado no Parque Ibirapuera, a Urbia é a plataforma referência na gestão de espaços públicos. Além de atuar na proteção das áreas verdes, promove lazer de alta qualidade, permitindo que pessoas de todas as idades criem memórias inesquecíveis em ambientes com a melhor infraestrutura.
Sobre a Urbia
Criada em 2019, pela Construcap, a Urbia Gestão de Parques nasce para valorizar, cuidar e preservar o patrimônio histórico e ambiental, enquanto oferece lazer qualificado, entretenimento e cultura a todos os visitantes. A dedicação da empresa se concentra em criar, a cada dia, um mundo melhor, com mais diversidade, inclusão e cidadania, reconectando as pessoas à natureza. Ao todo, há cinco concessões especializadas na gestão de parques públicos, urbanos e naturais, hoje concentradas nas regiões Sul e Sudeste do país. A primeira é a Urbia Gestão de Parques de São Paulo, uma Sociedade de Propósito Específico (SPE) criada para cuidar da gestão dos seis parques paulistanos (Ibirapuera, Tenente Brigadeiro Faria Lima, Jacintho Alberto, Jardim Felicidade, Eucaliptos e Lajeado). Apoiada no desenvolvimento sustentável, ela tem o objetivo de conectar pessoas por meio do lazer, entretenimento e cultura, e proporcionar momentos de imersão e harmonia com a natureza no meio urbano. Além destes, a Urbia também é responsável pela gestão dos Parques Estaduais do Horto Florestal (Alberto Löfgren) e da Cantareira, ambos localizados na zona norte de São Paulo/SP; dos Parques Nacionais de Aparados da Serra e da Serra Geral, considerando suas principais áreas de visitação - às áreas do Cânion Fortaleza, Cânion Itaimbezinho e Rio do Boi, situados em Cambará do Sul/RS e Praia Grande/SC; e das Cataratas do Iguaçu, Parque Nacional do Iguaçu em Foz do Iguaçu/PR, em parceria com o Grupo Cataratas, com os mesmos propósitos e modelos de gestão. Recentemente, também em parceria com o Grupo Cataratas, a Construcap sagrou-se vencedora da licitação do Parque Nacional de Jericoacoara, cujo contrato já foi assinado.
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