Museu do Amanhã promove programação sobre democracia, com debate e performance de Anna Maria Maiolino
Atividades integram o programa Brasil do Amanhã e propõem reflexões sobre os desafios contemporâneos da vida democrática
Rio de Janeiro, 30 de abril de 2026. Em um cenário global marcado pela radicalização política e pela crescente fragilidade das instituições, a democracia atravessa um momento de inflexão histórica. A partir desse cenário, o Museu do Amanhã apresenta o programa Brasil do Amanhã, que estreia em 7 de maio, trazendo um debate sobre esse contexto sociopolítico e performance da artista Anna Maria Maiolino. O Museu do Amanhã é um equipamento cultural da Prefeitura do Rio de Janeiro sob gestão do idg – Instituto de Desenvolvimento e Gestão.
Ao longo de mesas temáticas, encontros e ações artísticas, o programa examina a democracia sob perspectivas complementares — da ordem global à crise da verdade, passando pela soberania territorial e pelas disputas culturais da memória —, articulando ciência, cultura e pensamento crítico em diálogo com o público. A iniciativa, que integra o eixo curatorial Sustentabilidade é Convivência, propõe um olhar aprofundado sobre as múltiplas dimensões da crise contemporânea que tensionam a democracia como a conhecemos.
No dia 7 de maio, o museu realiza uma programação especial que reúne debate e performance. Às 10h, no Observatório, acontece o encontro “Democracia e poder global: extremismos, soberania e o fim do multilateralismo?”, que abre o ciclo de discussões com foco na ordem internacional. A mesa aborda como a ascensão de extremismos, o enfraquecimento de organismos multilaterais e a emergência de novas dinâmicas geopolíticas impactam a soberania dos Estados e a estabilidade democrática. Participam do debate Monica Herz (PUC-Rio), Christian Lynch (IESP-UERJ) e Josué Medeiros (UFRJ, OPEL e CartaCapital), com mediação de Carol Caldas (Museu do Amanhã).
Ainda no mesmo dia, às 15h, o Átrio do museu recebe, no espaço Balanço Terra, a performance KA, apresentada por Anna Maria Maiolino. Nela, a artista, membros de seu estúdio e artistas cariocas convidados caminham sobre um território repleto de ovos, incorporando o gesto ancestral das mãos levantadas, um símbolo que atravessa milênios — da Antiguidade clássica aos conflitos contemporâneos — como sinal de rendição, desarmamento e busca por misericórdia. O título da obra remete ao conceito egípcio que representa a força vital e o espírito, simbolizado por um hieróglifo de braços erguidos que denota acolhimento e conexão.
A proposta mobiliza artistas em uma experiência coletiva que transforma o espaço do museu em um território simbólico de reflexão sobre violência, vulnerabilidade e resistência, dialogando com questões urgentes do presente. E, ao reuni-la ao debate público, o Museu do Amanhã reafirma seu papel como espaço de encontro e construção de pensamento sobre os desafios do nosso tempo.
Sobre o Museu do Amanhã
O Museu do Amanhã é gerido pelo Instituto de Desenvolvimento e Gestão — idg. O projeto é uma iniciativa da Prefeitura do Rio de Janeiro, concebido em conjunto com a Fundação Roberto Marinho, instituição ligada ao Grupo Globo. Exemplo bem-sucedido de parceria entre o poder público e a iniciativa privada, o Museu conta com o Banco Santander Brasil como patrocinador master, a Shell, Movida e Instituto Cultural Vale como mantenedores e uma ampla rede de patrocinadores que inclui ArcelorMittal, Engie, IBM, Volvo e TAG. Tendo a Globo como parceiro estratégico e Copatrocínio da B3, Mercado Livre e Águas do Rio, conta ainda com apoio de Bloomberg, Colgate, EMS, EGTC, EY, Granado, Rede D’Or, Caterpillar, TechnipFMC e White Martins. Além da DataPrev, Fitch Ratings e SBM OffShore apoiando em projetos com a Lei de Incentivo Municipal, conta com os parceiros de mídia Amil Paradiso, Rádio Mix, Revista Piauí, Canal Curta ON e Assessoria Jurídica feita pela Luz e Ferreira Advogados.
Sobre o idg
Há 25 anos, o idg atua na gestão e desenvolvimento de projetos culturais, ambientais e educacionais. Une conhecimento, inovação, criatividade e ousadia para dar vida a ideias e contar histórias que provocam reflexões e criam experiências. Guiado pelo propósito de esperançar futuros possíveis, implementou e gere o Museu do Amanhã e o Museu do Jardim Botânico, no Rio de Janeiro; o Museu das Favelas e o programa CultSP PRO, em São Paulo; o Paço do Frevo, no Recife; e o Museu das Amazônias, em Belém. Também é gestor operacional do Fundo da Mata Atlântica, no Rio de Janeiro.


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