Ativista e eterna Globeleza emocionam o público ao celebrarem a força, a beleza e a representatividade das mulheres pretas nos espaços de poder.
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| Benny Briolly e Valéria Valenssa/ Divulgação |
| A noite desta quarta-feira (13) foi marcada por emoção, representatividade e encontros históricos durante a 9ª edição do Prêmio SIM à Igualdade Racial, realizada na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro. Promovido pelo Instituto Identidades do Brasil (ID_BR), o evento considerado a maior premiação de diversidade e inclusão da América Latina — reuniu artistas, ativistas e personalidades que ajudam a transformar o Brasil através da luta pela igualdade racial. |
Entre os nomes mais comentados da noite estiveram a eterna Globeleza Valéria Valenssa e a ativista, Benny Briolly, que protagonizaram um dos momentos mais simbólicos e potentes do tapete vermelho.
Referência histórica de beleza, representatividade e valorização da mulher preta na televisão brasileira, Valéria foi homenageada de forma espontânea e emocionada por Benny, que destacou a importância da artista na construção da autoestima e da representatividade de milhares de meninas negras no Brasil. “Eu cresci vendo a Valéria na televisão e entendendo que uma mulher preta podia ocupar um espaço de destaque, de beleza, de protagonismo e de admiração nacional. A Valéria foi uma das mulheres que abriram caminhos quando o Brasil ainda tentava limitar os corpos negros à invisibilidade”, declarou Benny.
A ativista também reforçou que a presença de mulheres negras em espaços de visibilidade vai muito além do entretenimento: “Quando uma mulher preta ocupa a TV, o carnaval, a política ou qualquer espaço de poder, ela leva outras junto. A representatividade transforma futuros, fortalece autoestima e faz meninas pretas entenderem que elas também pertencem a esses lugares.”
O encontro entre Benny e Valéria simbolizou duas gerações de mulheres negras que desafiaram estruturas e ocuparam espaços historicamente negados: uma através da cultura popular e da televisão, outra através da política, do ativismo e da luta por direitos humanos.
Durante entrevistas no tapete vermelho, Benny também foi questionada sobre a recente polêmica envolvendo a atriz Cássia Kis e o debate sobre o uso do banheiro feminino por mulheres trans. Em resposta, a ativista acolheu e saiu em defesa da mulher trans envolvida na situação, reafirmando seu posicionamento em defesa da dignidade e dos direitos da população trans. “Mulheres trans são mulheres e merecem respeito, dignidade e segurança em todos os espaços. O que precisamos combater é a violência, o preconceito e a desumanização dessas pessoas.”
Benny também afirmou que qualquer questão envolvendo Cássia Kis será resolvida judicialmente: “Com a Cássia, a gente resolve na Justiça.”
Com o tema “Surrealismo Afro-Indígena Brasileiro”, a edição de 2026 do prêmio celebrou trajetórias que movem o país rumo à igualdade racial, reunindo apresentações de artistas como Péricles e Melly, além de ampla cobertura de mídia no tapete vermelho.
 | | Benny Briolly e Luana Génot (CEO do ID BR - Instituto Identidades do Brasil) / Divulgação |
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