“O Picapau Amarelo” encerra terceira temporada com adaptação de um dos momentos mais icônicos de Monteiro Lobato

SBT recria a clássica cena em que Narizinho é transformada em pedra, inspirada no filme “O Saci”, primeiro longa-metragem infantil brasileiro

Narizinho é transformada em pedra (Foto: Divulgação/SBT)

terceira temporada de “O Picapau Amarelo” se encerra com um episódio clássico que marcou as obras de Monteiro Lobato. Na edição deste sábado, 27 de junho, que será exibida no programa “Sábado Animado”, Cuca (Kelly Guidotti e André Milano) transforma Narizinho (Marianna Santos) em pedra: a menina do nariz arrebitado vira a menina do nariz empedrado.

A cena do episódio faz referência ao filme “O Saci”, filmado entre 1951 e 1952 e lançado em 1953, que, por sua vez, também foi baseado no livro homônimo do autor. O longa foi o primeiro filme infantil do Brasil e, por isso, o episódio do SBT carrega um importante valor para a cultura nacional.

Na série, durante um passeio pela floresta, Cuca encontra Narizinho, Pedrinho (Felipe Lago) e Emília (Débora Gomez) e avisa que vai aprontar com as crianças. Em seguida, o trio conversa com Dona Benta (Patricia Mayo) e Tia Nastácia (Bibba Chuqui), que contam a história de como a Cuca transforma as pessoas em pedra. Para que o feitiço funcione, a vítima precisa estar sozinha diante da bruxa, que deve estar de posse de ervas raras que crescem apenas uma vez por ano, no coração da Mata dos Taquaruçus.

Turma do sítio enfrenta a Cuca (Foto: Bruno Correa/SBT)

No dia seguinte, Narizinho pede que Tia Nastácia prepare uma geleia de jabuticaba. A cozinheira avisa que precisa colher a fruta na floresta, mas ressalta que a menina não pode ir sozinha. Acompanhada de Emilia e do Visconde (Tiago Bezerra), Narizinho suja o vestido e, ao tentar limpá-lo no rio, se depara com a Cuca. Depois, Pedrinho se junta a Emilia e ao Visconde para pensar em uma forma de reverter o feitiço. Emilia e sua turma prometem vingança.

O diretor-geral Jefferson Cândido declara que “talvez seja uma das cenas mais lembradas de toda a obra de Monteiro Lobato. A frase ‘A Cuca vai pegar’ atravessou décadas e ajudou a transformar a personagem em um dos maiores ícones do imaginário infantil brasileiro. Eu cresci assistindo a diferentes versões dessa história e, agora, ter a oportunidade de recriá-la para o Picapau Amarelo é a realização de um sonho. É uma homenagem à minha infância, às adaptações que vieram antes de nós e, principalmente, ao poder que essas histórias têm de continuar encantando crianças mais de cem anos depois de terem sido escritas”.

“É uma cena muito especial para mim porque faz parte de uma das histórias mais clássicas e queridas do universo do Sítio. Eu sei que é um episódio muito esperado pelos fãs, então foi uma grande responsabilidade e uma alegria gravá-lo”, declara Marianna Santos, intérprete de Narizinho.

A emissora adapta um dos momentos mais marcantes do universo do Sítio, que já recebeu diversas versões ao longo dos anos. Para a produção, foi construída uma Narizinho em pedra em tamanho real. Além disso, foram criadas trilhas sonoras especiais e utilizados efeitos visuais para dar vida à sequência. O momento encerra a terceira temporada, enquanto a quarta se inicia com a continuação desse suspense.

A atriz mirim ainda completa: “Foi muito divertido fazer essa cena. Antes das gravações, o diretor me enviou uma versão antiga dessa história para que eu conhecesse melhor a sequência e pudesse me inspirar. Achei muito legal ver como ela já tinha sido contada e depois poder fazer a minha própria versão da Narizinho”.

Jefferson avalia o desfecho dessa fase como “um dos momentos mais icônicos do universo de Monteiro Lobato. Um final emocionante, cheio de suspense e magia”, e ainda garante: “a quarta temporada, que já está pronta, chega com enredos ainda mais grandiosos, novos personagens clássicos e muitas surpresas para os fãs do Picapau Amarelo”.

O último episódio de “O Picapau Amarelo” vai ao ar neste sábado, 27 de junho, a partir das 7h (horário de Brasília), no “Sábado Animado”.

Comentários