Bienal do Livro de SP fecha primeiro fim de semana com vendas até 114% superiores às de 2024
Editoras registram crescimento expressivo no faturamento e no volume de exemplares vendidos, impulsionado pelo interesse dos visitantes por livros e autores
São Paulo, 6 de setembro de 2026 — O primeiro fim de semana da 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo termina com um indicador especialmente positivo para o mercado editorial: o crescimento expressivo das vendas de livros. Balanços preliminares de algumas das principais editoras presentes no evento apontam avanços que chegam a 114% em relação ao mesmo período da edição de 2024, revelando não apenas a força da Bienal, mas, sobretudo, o interesse crescente do público pela leitura, por novos títulos e pelo encontro com autores.
Os primeiros dias mostram uma Bienal em que o visitante efetivamente procura, escolhe e compra livros.O desempenho é percebido em diferentes segmentos e casas editoriais, com crescimento no faturamento e no volume de exemplares vendidos e listas de mais vendidos que abrangem gêneros, autores e públicos diversos.
Desde a abertura, na sexta-feira (4), a Bienal também registra forte procura por ingressos, com bilheterias esgotadas para sábado (5), domingo (6) e para o feriado de 7 de setembro. Mesmo diante da chuva e das baixas temperaturas na capital paulista, leitores de diferentes idades mantiveram a programação do primeiro fim de semana movimentada.
Encontros com escritores, lançamentos, sessões de autógrafos, debates e atividades culturais ajudam a aproximar leitores dos livros e transformam a Bienal em uma experiência que ultrapassa a visita aos estandes. Os primeiros resultados comerciais indicam que essa relação está se traduzindo também em disposição para investir na compra de livros, sinal relevante para todo setor.
Realizada no Distrito Anhembi, a 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo reúne 269 expositores, ocupa 86 mil metros quadrados, (28% maior do que a edição anterior), centenas de autores brasileiros e internacionais e uma ampla programação cultural, consolidando-se como o maior evento literário da América Latina voltado ao público e um dos mais importantes encontros do mercado editorial brasileiro.
Editoras registram crescimento expressivo
Em um dos resultados de maior destaque deste início de Bienal, a Editora Rocco informa ter superado em 114% as vendas obtidas nos dois primeiros dias da edição de 2024. O índice representa mais do que o dobro do desempenho alcançado no mesmo período da Bienal anterior e reforça o forte ritmo de compra de livros pelos visitantes. Entre as obras mais vendidas estão Coração de Cristal Partido, de Ariani Castelo; Ignis Lacrimosa, de Helena Lopes; e Bons Tempos Yesteryear, de Caro Claire Burke.
A Intrínseca registrou aumento de 88% no faturamentoem comparação com o período equivalente da Bienal do Livro de São Paulo de 2024. A presença da escritora norte-americana Lynn Painter foi um dos destaques do fim de semana e mobilizou leitores interessados em adquirir as obras da autora.
Nos dois primeiros dias — sexta-feira e sábado —, a Companhia das Letras registrou crescimento de 71% nas vendas em relação ao mesmo período da última edição paulistana. Entre os títulos mais procurados estão as obras de Raphael Montes, que lançou na própria Bienal, na sexta-feira, seu novo thriller, A Estranha na Cama.
O Grupo VR Editora também registrou crescimento. Segundo Marcos Borges, gerente Comercial e de Marketing, o faturamento do primeiro fim de semana ficou 25% acima do registrado na edição anterior em São Paulo. Para a editora, a presença de autores como Jay Kristoff (Império do Vampiro), Gui Ribeiro (As Palavras Não Ditas), Denise Flaibam (Uma Maldição para Samantha), Aimee Oliveira (Recalculando a Rota) e Fabiana C.O. (O Buraco) contribuiu para aproximar leitores das obras e ampliar o interesse pelos títulos.
A Editora Mostarda registra crescimento de 58% nas vendas em comparação com 2024. Entre os livros mais vendidos até o momento estão Meu Pé de África, de Marcos Cajé; Carolina, de Orlando Nilha; e A Menina e a Toga, de Flávia Martins de Carvalho e Micaela Prado.
Para Pedro Mezette, fundador e CEO da Mostarda Editora, o resultado também revela mudanças no interesse das famílias e dos educadores. “Entendemos que o público busca, cada vez mais, uma literatura infantil inclusiva e representativa. Ver obras que celebram a nossa ancestralidade e a diversidade entre as mais vendidas mostra que o letramento racial e social já é uma prioridade para as famílias e educadores que visitam a Bienal”, afirma.
A Livraria Loyola celebra o melhor sábado de sua trajetória em todas as edições da Bienal de São Paulo, com aumento de 80% no faturamento e de 50% no volume de livros vendidos. A relação dos títulos mais procurados também evidencia a diversidade das escolhas dos leitores. Entre eles estão A Estranha na Cama, de Raphael Montes (Companhia das Letras); A Hipótese do Amor, de Ali Hazelwood (Arqueiro); Nada É por Acaso e Patinando no Amor, de Lynn Painter (Intrínseca); Eu Duvido Você Terminar Esse Livro, de Giuliana Mafra (Planeta); e Assistente do Vilão, de Hannah Nicole Maehrer (Globo Alt).
Os diferentes percentuais e perfis de obras procuradas reforçam um dos principais sinais deste início de Bienal: o avanço não está concentrado em uma única editora, autor ou gênero. O interesse pela compra de livros aparece distribuído por diferentes públicos e segmentos do mercado editorial.
Cashback amplia incentivo à compra de livros
A Bienal apresenta nesta edição um sistema inédito de cashback, que converte parte ou a totalidade do valor do ingresso em créditos para aquisição de obras nos estandes.
O principal benefício ocorre de segunda a quinta-feira, após as 17h, quando o público do horário pós-expediente recebe 100% do valor do ingresso em crédito para livros. Dessa forma, os R$ 30 da entrada inteira e os R$ 15 da meia-entrada retornam integralmente ao visitante para serem utilizados na compra de obras, além do acesso à programação cultural do evento.
Nos demais períodos, os ingressos variam entre R$ 20 e R$ 42, com cashback fixo de R$ 15 para entradas inteiras e R$ 7,50 para meias-entradas. A iniciativa busca estimular diretamente o acesso e a aquisição de livros, fortalecendo a relação entre leitores, editoras e livrarias durante os dez dias de evento.
Maior edição da história
A 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo ocupa uma área de 86 mil metros quadrados e reúne 269 expositores, consolidando-se como a maior edição já realizada. Ao longo de dez dias, a expectativa é receber mais de 700 mil visitantes, com a participação de cerca de 800 autores nacionais e internacionais e uma programação voltada a públicos de diferentes idades.
A Espanha participa como Convidado de Honra, com o conceito “Confluências”, que propõe aproximar as culturas brasileira e espanhola por meio da literatura e de outras linguagens.
A 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo é apresentada pelo Itaú Unibanco, tem o Skeelo como patrocinador master e o patrocínio de Chambril, Chamex, Claro, Mercado Livre e Pólen, um produto Suzano. O evento conta ainda com o oferecimento da Prefeitura de São Paulo e o apoio de BIC, Colgate, Faber-Castell, Sura e TecHub.
Serviço
Evento: 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo
Data: 4 a 13 de setembro de 2026
Local: Distrito Anhembi – São Paulo



Comentários
Postar um comentário