Diego Faria prepara nova fase na música: “Era a hora de voltar aos palcos em grande estilo”
Cantor relembra o sucesso de “Elas Ficam Loucas”, fala sobre os anos na Europa e apresenta “Só As Braba”, novo projeto audiovisual
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| Foto Caio Fernandes |
Em 2013, Diego Faria ganhou projeção nacional com “Elas Ficam Loucas”. O hit ultrapassou 500 milhões de visualizações no YouTube, ganhou espaço no rádio e na televisão e chegou a embalar comemorações de gols de jogadores como Neymar e Ronaldinho Gaúcho. Depois da repercussão, o cantor passou quatro anos entre shows e trabalhos na Europa e, mais tarde, começou a dividir a rotina entre a carreira artística e os negócios do mercado musical.
Hoje, à frente da The Home Music, Diego atua com distribuição digital e desenvolvimento de projetos musicais. A empresa já soma mais de 4 bilhões de plays em conteúdos distribuídos. Mesmo mais dedicado aos bastidores nos últimos anos, ele não deixou os palcos de lado. Agora, volta a colocar a carreira artística em primeiro plano com o lançamento de “Só As Braba”, seu novo projeto audiovisual.
Gravado em um bar na Zona Sul de São Paulo, região onde Diego começou a carreira, o projeto contou com a presença de fãs e aposta em um repertório que passeia por sucessos dos anos 1990 e 2000. O trabalho também traz duas faixas inéditas compostas pelo próprio cantor.
“Foi um projeto que eu queria trazer pra perto do meu público, onde comecei a minha carreira, na Zona Sul de São Paulo. Então, gravamos em um bar, com a presença dos meus fãs, e com um repertório com várias regravações de sucessos dos anos 90 e 2000 e, claro, também com duas músicas inéditas, que são composições minhas.”
Nos últimos três anos, Diego reduziu a quantidade de shows para se dedicar aos negócios. Nesse período, criou a própria distribuidora digital e passou a atuar em negociações envolvendo o mercado fonográfico e catálogos musicais.
“Nos últimos três anos da minha vida, apenas reduzi a minha agenda para focar definitivamente nos bastidores da música. Comecei a trazer grandes negócios para os artistas e fui crescendo como um grande intermediador dos grandes investidores internacionais que compram músicas dos artistas do Brasil. Nesse percurso, criei minha própria distribuidora digital, tivemos um grande case de sucesso na The Home Music, e vi que agora, depois de ter uma boa equipe a meu lado, cuidando de todos os detalhes, era a hora de voltar aos palcos em grande estilo, com um videoclipe de nível internacional e uma música comercial para sairmos em turnê com esse novo projeto.”
A atuação nos bastidores também permitiu que Diego acompanhasse de perto as transformações do mercado e a forma como as músicas chegam ao público. Para ele, as redes sociais passaram a ter um peso ainda maior na carreira dos artistas desde o período em que “Elas Ficam Loucas” estourou.
“Hoje, o mercado mudou muito de dez anos atrás, quando eu estourei com a música ‘Elas Ficam Loucas’, mas uma coisa não mudou: a internet! Eu fui um dos primeiros artistas sertanejos a fazer sucesso na internet. Por mais que a minha música tocou muito no rádio e na novela Balacobaco, como uma das trilhas principais, foi a internet que fez ela explodir. E, de lá pra cá, tudo isso só cresceu. Hoje, a música, pra ter sucesso, precisa primeiro ganhar força nas redes sociais e, automaticamente, ela também cresce no Spotify. Automaticamente, as rádios também querem tocar o que te dá audiência, assim como a TV precisa de artistas que estão sendo executados nas redes sociais. Então, o artista que não trabalha nas redes sociais dificilmente alcança o alvo em seu lançamento.”
A relação de Diego com a música começou ainda na infância. Aos 13 anos, ele já trabalhava profissionalmente como músico e estudava violão clássico. Pouco tempo depois, decidiu deixar os estudos para tentar a sorte em São Paulo.
“Então, eu só estudei na minha vida e sempre vivi da música. Nunca fiz nada que não fosse a música. Aos meus 13 anos, eu já era músico profissional e estudava violão clássico. Meus pais me incentivaram muito a crescer na minha carreira, financiaram meu primeiro álbum, mas eu larguei os estudos ao concluir o 3º ano e vim embora pra São Paulo tentar a sorte na música. E estou aqui até hoje, vivendo e fazendo o que mais amo.”
O sucesso de “Elas Ficam Loucas” também trouxe experiências que, segundo o cantor, estavam muito além do que imaginava no início da carreira. Vieram as viagens, os shows fora do Brasil e encontros com jogadores que ajudaram a música a ganhar ainda mais visibilidade.
“Me proporcionou uma experiência muito grande, desde conhecer o mundo. Nunca sonhei em ir pra Europa fazer shows, e isso aconteceu muito rápido. Logo após a explosão desse sucesso, eu já estava fazendo turnê em Portugal e nos Estados Unidos. Também conheci muitos jogadores de futebol, como Neymar, que dançou minha música e cantou comigo, fazendo com que a música ganhasse o mundo naquele momento. Sou muito grato a ele por isso. Mas o sucesso também me proporcionou muitas decepções e aprendizados, me fez tornar-me hoje um homem sábio e com os pés no chão neste novo momento da minha carreira.”
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