Gilberto Gil e Duquesa se encontram na Flup para discutir o poder revolucionário da música

Mesa “Músicas mais antigas que o país” reúne duas gerações de artistas no sábado, 26 de setembro, em debate sobre transformação cultural e novas formas de representação; Festa Literária das Periferias será realizada entre 23 e 27 de setembro, com entrada gratuita


Rio de Janeiro, setembro de 2026 — O que uma canção é capaz de transformar? Essa é uma das questões que atravessam a mesa “Músicas mais antigas que o país”, que reúne Gilberto Gil e Duquesa na Flup - Festa Literária das Periferias, com patrocínio master da Shell, além de patrocínio da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro e Secretaria Municipal de Cultura por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura – Lei do ISS. O encontro será no sábado, 26 de setembro, no Teatro Municipal Carlos Gomes, Centro do Rio.

O bate-papo parte de uma ideia central: toda revolução nasce a partir de uma canção. Em diferentes momentos da história brasileira, a música foi capaz de romper padrões, misturar referências, criar novas linguagens e dar voz a transformações sociais e culturais. É nesse território que as trajetórias de Gilberto Gil e Duquesa se encontram.

Em sua emergência artística, ainda nos anos 1960, Gilberto Gil esteve ao lado de Caetano Veloso na construção do Tropicalismo, movimento que provocou uma profunda transformação na música e na cultura brasileira ao incorporar a mistura de ritmos, linguagens e referências. A ruptura proposta pelos tropicalistas ampliou as possibilidades da criação artística brasileira e marcou uma geração.

Décadas depois, uma nova revolução acontece a partir de outras vozes, experiências e perspectivas. Duquesa, artista emergente da nova geração do rap nacional, constrói sua trajetória a partir de uma sonoridade que transita pelo rap, R&B, trap e soul e de uma identidade artística que coloca em evidência a mulher negra, periférica, independente e dona de suas próprias escolhas. Sua música participa da construção de novas narrativas sobre autoestima, identidade, relações e juventude negra.

O encontro entre os dois artistas coloca em diálogo legado e renovação. De um lado, a experiência de quem ajudou a transformar os caminhos da música brasileira; de outro, a perspectiva de uma artista que representa novas possibilidades de existência, expressão e protagonismo. Mais do que aproximar gerações, a mesa propõe pensar sobre a continuidade do poder transformador da música.

A mesa acontece na programação da Flup no mesmo dia em que a festa recebe Kimberlé Crenshaw, professora da Columbia Law School e da UCLA School of Law, uma das principais referências mundiais nos estudos sobre interseccionalidade e antirracismo. 

Crenshaw é cofundadora e diretora do African American Policy Forum e criadora, ao lado de outras ativistas, da campanha #SayHerName, voltada à documentação da violência policial contra mulheres negras nos Estados Unidos. Ela também apresenta o podcast Intersectionality Matters!, produzido pelo African American Policy Forum.

A Flup 

A programação da 16ª da Festa ocorre de 23 a 27 de setembro, ocupando o Teatro Municipal Carlos Gomes, a Sala Guarani e a Praça Tiradentes, no Centro do Rio. Com o tema “As filhas das filhas das filhas”, esta edição segue a linhagem de mulheres negras a partir de Um defeito de cor, romance de Ana Maria Gonçalves, homenageada do ano.

A 16ª Flup é apresentada pelo Ministério da Cultura, Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro/Secretaria Municipal de Cultura, por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura – Lei do ISS, e Shell, que é patrocinadora master, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. O apoio é da Fundação Ford, Hawthornden Foundation e British Council. Realização: Suave, Associação Na Nave, Ministério da Cultura.

“Na Shell, entendemos a cultura como uma ferramenta potente de impacto social positivo e reconhecemos no poder da parceria um caminho para ampliar vozes, conectar territórios e gerar transformação. Dentre nossos patrocínios culturais, temos orgulho de apoiar a Flup, projeto que promove integração entre literatura, música, performance e território, criando conexões entre diferentes públicos, artistas e comunidades, além de fortalecer a diversidade de vozes presentes na produção cultural brasileira”, comenta Glauco Paiva, diretor de Comunicação e Marca da Shell Brasil.

 

SERVIÇO

Festa Literária das Periferias (Flup) 2026

Datas: 23 a 27 de setembro

Local: Teatro Municipal Carlos Gomes, Sala Guarani, Praça Tiradentes, s/n, Centro, Rio de Janeiro – RJ

Entrada gratuita

Instagram: @vempraflup   Site: www.vempraflup.com.br

Confira a programação completa no site da Flup: www.vempraflup.com.br

Sobre a Flup

A Festa Literária das Periferias – Flup tem como missão propor outras experiências literárias e ampliar a circulação de vozes negras, periféricas, femininas e LGBTQIAPN+. Ao longo de 15 edições, o festival ocupou diferentes territórios do Rio de Janeiro promovendo encontros entre autores brasileiros e internacionais, formações artísticas, ações educativas e experiências culturais comunitárias. Reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado do Rio de Janeiro, a Flup já publicou 40 livros, impactou milhares de estudantes da rede pública e se consolidou como uma das principais plataformas culturais do país voltadas à literatura e ao pensamento negro e periférico.

Sobre a Shell

Desde 1913 no país, a Shell Brasil é uma companhia de energia integrada, com participação nos setores de Petróleo e Gás, Soluções Baseadas na Natureza, Pesquisa & Desenvolvimento e Trading, por meio da comercializadora Shell Energy Brasil. A companhia está presente ainda no segmento de Biocombustíveis por meio da joint-venture Raízen, que no Brasil também gerencia a distribuição de combustíveis da marca Shell. A Shell Brasil trabalha para atender à crescente demanda por energia de forma econômica, ambiental e socialmente responsável, avaliando tendências e cenários para responder ao desafio do futuro da energia.

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Sobre a Semana de Arte do Rio

Entre os dias 16 e 27 de setembro de 2026, a primeira edição da Semana de Arte do Rio reunirá festivais de diferentes linguagens artísticas, além de exposições, intervenções urbanas e atividades culturais realizadas em equipamentos públicos e privados da região central da cidade. A programação reúne tanto projetos já consolidados na cena cultural carioca quanto festivais mais recentes, que refletem a diversidade e a produção artística contemporânea.

Concebida como uma plataforma continuada de integração de políticas culturais, a Semana de Arte do Rio articula cultura, turismo, desenvolvimento econômico e urbanismo em uma estratégia compartilhada da Prefeitura para fortalecer o ecossistema cultural da cidade. Ao integrar festivais, instituições culturais, artistas e agentes do setor em uma programação calendarizada, diversificada e articulada, a iniciativa amplia o alcance das ações culturais, promove a ocupação qualificada dos espaços públicos e reforça a posição do Rio de Janeiro como referência nacional e internacional na produção artística contemporânea.

Durante doze dias, espaços culturais, museus, centros culturais, teatros, galerias e equipamentos públicos da região central receberão uma programação integrada que valoriza o patrimônio material e imaterial da cidade, estimula a circulação de artistas e públicos e fortalece a economia da cultura.

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