Mestrinho transforma o Rock in Rio em território nordestino com show que atravessa gerações

Sanfona em primeiro plano, clássicos da música brasileira e sucessos de diferentes gerações marcaram a apresentação do artista no sábado (12)

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O Rock in Rio ganhou sotaque nordestino, sanfona em primeiro plano e uma viagem pela música brasileira com Mestrinho. No sábado (12), o artista sergipano levou ao festival um show que atravessou gêneros, gerações e referências, transformando sua apresentação em uma celebração da riqueza musical do Brasil.


Com a sanfona como extensão de sua identidade artística, Mestrinho construiu um repertório que parte do forró, mas não se limita a ele. A apresentação passeou por clássicos que estão na memória afetiva do público e por canções que ganharam novas interpretações em sua trajetória, evidenciando a versatilidade de um dos grandes nomes da música nordestina contemporânea.


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A conexão com a raiz veio logo no repertório, com "Vem Morena", seguida por uma sequência que aproximou o forró de outros universos da música brasileira, como "Eu e Você", "Medo Bobo", "Xodó", "Te Faço Um Cafuné", "Aiaiaiai", "Lembrei de Nós", "Flor" e "Dois Mundos".


O show também reservou espaço para "Caso Sério", "Erva Venenosa" e "Lança Perfume", mostrando a liberdade com que Mestrinho transita por diferentes repertórios e reafirmando uma característica marcante de seu trabalho: transformar referências diversas em uma linguagem própria, sempre conduzida pela força da sanfona.


Entre os momentos especiais esteve "Deusa Minha", canção que integra o universo de Dominguinho, projeto que reúne Mestrinho, João Gomes e Jota.pê e que ampliou ainda mais o alcance da música nordestina junto a públicos de diferentes gerações.


Na reta final, o artista retomou com força as raízes nordestinas e colocou o público para cantar ao som de "Pagode Russo", "Pedras Que Catam", "Frevo Mulher" e "Lamento Sertanejo".


O repertório revelou a dimensão do artista que chegou ao Rock in Rio sem abrir mão de sua essência. Ao contrário: Mestrinho levou sua origem para o centro de um dos maiores festivais de música do mundo e mostrou, por meio da sanfona, que a música nordestina não apenas ocupa grandes palcos — ela tem força para dialogar com o Brasil inteiro.

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