Referência internacional, Céu abre o jogo sobre os ‘20 anos’ de carreira artística: “Ainda tenho muito o que aprender e melhorar”
Cantora e compositora natural de São Paulo, a artista tem em seu portfólio seis álbuns lançados, três Grammys Latinos e uma discografia aclamada pela crítica.
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| CÉU - Photography Luiza Ananias |
Os vinte anos de carreira da cantora Céu, com seis álbuns e três Grammys Latinos, continuam a inspirar a cena artística e os fãs em todo o país. Natural de São Paulo, a cantora que iniciou sua discografia com o álbum homônimo “Céu” (2005) celebra uma carreira de sucessos, com mais um capítulo a ser escrito no dia 17 de outubro: a chegada ao palco do Festival Sangue Novo, no Trapiche Barnabé, em Salvador.
“Essa caminhada me formou como artista, mas ainda tenho muito o que aprender e melhorar. É maravilhoso olhar pra trás e amar os passos que dei, amar os discos. Agora é seguir, buscando evoluir e aprender. A música sempre foi um segmento muito minado pelas transformações do mundo, somos um setor que sempre é rapidamente afetado. Estamos eternamente num exercício de equilíbrio e não é fácil seguir”, comenta a cantora.
Passeando com naturalidade pela MPB, reggae, samba, soul, jazz, hip hop e música eletrônica, Céu é vencedora de três Grammys Latinos, sendo dois com o icônico álbum Tropix (2016) e um com o disco APKÁ! (2019). Voz por trás dos clássicos como ‘Malemolência’, ‘Lenda’ e ‘Cangote’, a artista já ganhou o Brasil e o mundo ao representar a pluralidade da música brasileira. “Quero a nossa cultura no mapa do mundo, e sendo cuidada à altura de seu valor. Não só lá fora, mas aqui no Brasil também, especialmente”, destaca.
Protagonista do quarto episódio do Tiny Desk Brasil, a cantora chega a mais de 600 mil ouvintes mensais no Spotify, em uma discografia repleta de surpresas. Para a artista, o reconhecimento nacional e internacional faz jus à cultura brasileira e a potência musical que movimenta o mercado.
“E que tem que ser e deve ser, olhada com respeito e cuidado. Há um caminho em entender o mercado para continuar tendo estrutura, mas sem perder a arte, que sinceramente, corre sérios riscos nessa grande revolução proposta pela IA, por exemplo. Meu desejo será sempre achar um equilíbrio que favoreça a arte como indagação, inovação, sentimento e empatia. E não necessariamente somente vendas e acabamento. Enquanto o ‘ter’, enquanto o ‘poder’, for o bem mais valioso na sociedade, seguiremos por um caminho complexo. Isso vale pra arte, pra música, pra quem apoia artistas, gravadoras, etc”, revela.
Um dos maiores expoentes da música brasileira contemporânea, a cantora chega cercada de expectativa dos fãs em Salvador, após ter seu encontro com o Sangue Novo adiado em 2023. Céu e mais doze artistas se apresentam durante a 8ª edição do festival, que acontece entre os dias 17 e 18 de outubro. Com uma programação que reúne nomes de diferentes regiões do país, o line-up desta edição traz Rachel Reis, Juliana Linhares, Bia Soull, Getúlio Abelha, Zé Ibarra, Guigga Maraká, DJ Nate Mônaco, DJ Ubunto, Brega a Dois, Totô de Babalong e DJ Rick Nogueira.
O projeto tem patrocínio da Tim e do Estado da Bahia, através do Fazcultura, Secretaria da Cultura e Secretaria da Fazenda. Apoio ProCultura, com realização da Maré Produções Culturais.
SERVIÇO:
[Festival Sangue Novo VIII]
Local: Trapiche Barnabé - Av. Jequitaia, 5 - Comércio, Salvador - BA;
Datas: 17 e 18 de outubro;
Ingressos: via Sympla.
Artistas confirmados (13): Céu, Rachel Reis, Juliana Linhares, Bia Soull, Getúlio Abelha, Zé Ibarra, Guigga Maraká, Zaynara, DJ Nate Mônaco, DJ Ubunto, Brega a Dois, Totô de Babalong e DJ Rick Nogueira.
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