Você se lembra? As latinhas icônicas dos anos 90 que transformaram o mercado de bebidas
Da primeira lata de alumínio produzida no Brasil às inovações em cores e impressão, Ball relembra como a década revolucionou o design das embalagens e ampliou sua conexão com os consumidores
Quem viveu os anos 90 provavelmente se lembra das transformações que marcaram as latinhas de bebidas naquela década. Novos formatos, cores mais vibrantes e embalagens criadas para celebrar acontecimentos culturais começaram a ganhar espaço no cotidiano dos consumidores. Foi nesse período que a lata de alumínio, recém-chegada ao mercado sul-americano, passou por uma rápida evolução, deixando de ser apenas uma solução para armazenar bebidas e conquistando um papel cada vez mais relevante na comunicação das marcas.
Um dos marcos dessa trajetória aconteceu em 1989, com a produção da primeira lata de alumínio do Brasil, para a cerveja Skol, em Pouso Alegre (MG). A novidade representou o início de uma transformação na indústria de embalagens, impulsionada por avanços tecnológicos que ampliaram as possibilidades de produção, design e personalização. Para a Ball Corporation, líder mundial em embalagens sustentáveis de alumínio, revisitar essa história é uma forma de mostrar como as inovações daquela época ajudaram a construir o papel estratégico que a lata ocupa hoje no mercado de bebidas.
Segundo João André Vilas Boas, gerente do Can Experience, Centro Gráfico da Ball para a América do Sul, a década de 1990 foi decisiva para demonstrar o potencial da embalagem. “Mais do que uma nova embalagem, a lata de alumínio trouxe um conceito inovador que transformou a forma de pensar o negócio de bebidas na região. As marcas passaram a enxergar a embalagem como uma poderosa plataforma de marketing, um verdadeiro outdoor nas mãos do consumidor”, explica.
Da inovação à cultura: quando a lata ganhou um novo papel
Além de representar um avanço na produção de embalagens, a lata de alumínio trouxe novidades para a experiência de consumo. Entre elas estava o sistema de abertura Stay-On-Tab, no qual o anel permanece preso à tampa após a abertura, oferecendo mais praticidade, segurança e a garantia de que nenhuma parte iria se perder – e que 100% da lata seria reciclada. A combinação dessas características contribuiu para a rápida aceitação da embalagem no mercado brasileiro e abriu caminho para sua expansão ao longo da década.
Mas as transformações não ficaram restritas à estrutura das latas. Com uma ampla superfície disponível para impressão, a embalagem começou a ganhar destaque nas estratégias de comunicação das marcas. Campanhas promocionais passaram a explorar diferentes artes, cores e mensagens, transformando as latinhas em uma forma de celebrar momentos culturais e acontecimentos importantes para os consumidores.
Ao longo da década, as campanhas passaram a explorar diferentes temas e acontecimentos, aproximando as embalagens do cotidiano dos consumidores. Essa versatilidade permitiu que as marcas utilizassem as latinhas não apenas para divulgar produtos, mas também para participar de celebrações e manifestações culturais.
“As campanhas eram as mais diversas. Contavam histórias, levavam mensagens e celebravam momentos e festas do calendário cultural nacional ou regional, como futebol, feiras agropecuárias, aniversários de cidades históricas e shows musicais. Foi uma época muito importante para demonstrar o potencial da lata como plataforma de comunicação”, relembra João André.
Mais cores, novas possibilidades: a evolução por trás das latinhas
Para que as embalagens ganhassem novos desenhos, cores e detalhes, a indústria passou por uma rápida transformação tecnológica. No início dos anos 1990, as impressoras utilizadas na decoração das latas de alumínio operavam com apenas quatro cores. Ao longo da década, os equipamentos evoluíram para cinco e seis cores, ampliando significativamente as possibilidades criativas.
Um dos principais marcos aconteceu em 1994, com o lançamento da primeira lata da América do Sul impressa com efeito degradê, desenvolvida para Sprite. Até então, esse recurso gráfico não estava disponível na região. A inovação permitiu explorar novas combinações e transições de cores, elevando a qualidade visual das embalagens e abrindo espaço para projetos mais elaborados.
A evolução também trouxe ganhos expressivos de produtividade. Impressoras que inicialmente produziam cerca de 400 latas por minuto passaram a alcançar velocidades de até 1.800 unidades por minuto, permitindo que campanhas com diferentes propostas visuais chegassem ao mercado em maior escala.
“Essa evolução representou um salto significativo na qualidade visual das embalagens e abriu novas possibilidades para o design e a criatividade. A partir daquele momento, a lata deixou de ser apenas uma embalagem funcional para assumir também um papel de destaque na estratégia de comunicação das marcas”, relembra João André.
Além das mudanças visuais, a década também trouxe avanços na estrutura das embalagens e nos formatos da lata. Um deles foi a redução do diâmetro da tampa, do padrão 206 para o 202, o que permitiu diminuir o consumo de alumínio por unidade. Em relação aos formatos, a lata, que havia sido introduzida inicialmente no padrão de 350 ml, ganhou sua segunda versão no mercado brasileiro em 1995, com a produção do formato de 500 ml em Pouso Alegre (MG). A novidade ampliou as possibilidades de apresentação das bebidas e acompanhou a rápida expansão do setor.
Um acervo que preserva a história das latinhas
Mais de três décadas depois, parte dessa trajetória pode ser encontrada no Museu da Lata, localizado no Can Experience da Ball, em Jacareí (SP). O espaço reúne cerca de 200 exemplares de diferentes épocas, que ajudam a contar a evolução das embalagens, desde os primeiros modelos produzidos no Brasil até projetos mais recentes de inovação gráfica e personalização.
Essa evolução continua até hoje, com tecnologias que ampliam as possibilidades de comunicação das marcas. Entre elas está a Ball Digital Printing, que permite impressão diretamente nas latas com qualidade fotográfica e alta definição, além de oferecer flexibilidade para tiragens menores e edições especiais.
“A história da lata de alumínio é uma história de inovação contínua, adaptação e visão de futuro. Nos anos 90, ficou evidente que seu potencial ia muito além de armazenar bebidas. As campanhas daquela época abriram caminho para explorarmos novas formas de personalização, que continuam evoluindo até hoje. A lata se consolidou como uma das plataformas mais versáteis para a comunicação das marcas”, conclui João André.





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